sábado, 25 de setembro de 2010

Trinta e seis mil e quinhentos.

36500. Esse é o número de dias que uma pessoa que morre exatamente aos 100 anos vive (desconsiderando anos bissextos). Será que chegarei até os 100? Bom, não sei, mas pretendo. Não com remédios e suporte médico, por favor, mas sim com uma vida saudável, de exercícios físicos constantes, boa alimentação e nada de excessos.

Bom, desses 36500, já vivi cerca de 6650. Nossa! Mais de seis mil! E parando para pensar, o que conquistei até agora? Nada mais que alguns amigos, uma conclusão de ensino médio e alguns aprendizados que servirão de base para os próximos trinta mil dias da minha vida.

Seria mais interessante pensar nas ferramentas que tenho hoje, para conquistar o amanhã, focar nelas, trabalhá-las e explorá-las ao máximo. Estou falando desde minha saúde, até a caneta que uso para escrever em meu caderno. Não posso negar que tenho tudo para arquitetar minhas conquistas de forma resoluta, mesmo sabendo que posso alcançá-las ou fracassar durante o caminho.

Muitos fracassam, alguns já são fracassados e nem percebem (isso perante a minha concepção de fracasso), outros encontram o sucesso, alguns pela sorte, o que geralmente não é indicado, chegar ao sucesso sem esforço é como entrar na guerra sem armas. O fato é que gostaria de destacar aqui os homens sábios, que não encontram o sucesso, pois na verdade o sucesso os encontra, como um cão procurando por seu dono. O sucesso é carente, porém é exigente, é como uma mulher esperando seu príncipe, a diferença é que as mulheres dos contos de fadas realmente esperavam seus príncipes, ali, seguindo suas vidas. Hoje elas esperam seus príncipes se distraindo com seus empregados, seus bobos da corte, ou até mesmo camponeses. O sucesso, como as mulheres, está ali, nos esperando, pronto para descartar os fracassados e se atirar em nossos braços, se entregando totalmente, depositando toda a confiança em nós.

Não podemos decepcioná-lo, ele já sofreu tanto, ele deseja agora alguém que cumpra as exigências, que antes de conhecê-lo tenha criado uma base rígida, pronta para segurar seu grande peso (podemos concluir então que o sucesso é uma mulher gorda, nada fora do raciocínio, tendo em vista que na época dos contos de fadas, as mulheres eram valorizadas pela sua massa corporal, que representava nobreza), e caso ele encontre alguém com tamanha força, capaz de carregá-lo, responderá com uma grande recompensa, a felicidade plena, sem altos e baixos.

Aquele que se preparou para carregar o grande peso do sucesso em seus braços permanecerá o carregando por toda vida, no começo sentirá um pouco de dificuldade para ajustar a imensa pedra do sucesso sobre seu corpo, porém se for mesmo capaz, seus membros se adaptarão àquela imensa rocha, que com o passar do tempo se identificará com seu novo dono, e começará a buscar uma maneira de adentrar naquela alma, se ajustando no tão sonhado território subjetivo, onde sua essência pode ser exalada. E o homem que antes sofria para suportar aquele peso, agora não sente nada mais que a energia da realização fixada em seu coração.

Para os que buscam carregar a grande rocha do sucesso sem força suficiente, só resta lamentação, pois um dia seus braços não agüentarão, e o peso cairá sobre seus pés, dificultando a busca por uma nova rocha. Mas nunca é tarde para novas tentativas, principalmente quando o motivo de um primeiro fracasso já está discriminado.

E como buscar o sucesso? Bom, isso a vida vai designar, e quem estiver preparado para abraçar o sucesso, saberá que caminho seguir. Eu ainda tenho trinta mil dias, tempo não faltará. E você? Já está se preparando para abraçar o sucesso? Ou passará a vida observando a rocha que poderia ser sua, nos braços de outro alguém?

E quando a grande rocha se fundir com sua alma? Qual será o cenário de felicidade plena? Resta para cada um definir o que cairia bem em sua vida, o que seria capaz de aconchegar a alma e a mente? Uns gostam de sair por ai conhecendo o mundo, outros querem viver na praia, outros querem comprar uma grande mansão, enfim.

Eu poderia falar um pouco de meus desejos, que não se diferenciam muito dos desejos da maioria dos jovens ocidentais de sexo masculino. Amo o que faço (academicamente), portanto um bom emprego na área me deixaria satisfeito, nada extravagante, mas o suficiente para explorar ao máximo o que posso oferecer. Gostaria sim de uma família, formada com todo planejamento possível claro, estruturada da forma mais racional, mesmo sabendo que geralmente isso não acontece da forma que queremos. Uma mulher certa, que me acompanhe com uma presença marcante, que não me faça crescer, mas cresça junto comigo. Filhos? Sim, dois ou mais, dependendo das condições, uma menina para ensiná-la a dançar deixando seus pés sobre os meus e segurando em suas pequenas mãos, que apertariam as minhas em cada sorriso de pura alegria, ou um menino para acordá-lo domingo de manhã e jogá-lo na piscina, isso com um grande cachorro circulando a área em êxtase esperando a hora de pular na água também. As brincadeiras seriam a base de uma formação que amadureceria ao passar do tempo. Crianças fascinam, cheias de inocência, observando o mundo, observando toda aquela novidade. Um lugar para morar sem exageros, algo compacto, mas que oferecesse toda a estrutura para uma vida saudável. Que tivesse espaço para encher de livros, praticar música, gastronomia, e um belo recinto para assistir um bom filme.

Acredito que se continuasse escrevendo aqui detalhadamente o que gostaria em minha vida material, este texto seria bastante extenso, portanto imagine a imagem de uma família feliz e uma bela casa. Olha só, parece que não me diferencio tanto das outras pessoas. Acontece que a maioria das pessoas tentam abraçar essa imagem sem abraçar a grande rocha do sucesso antes, portanto poucos conseguem manter a imagem feliz que supostamente conquistaram, e como já disse, a rocha cai sobre seus pés, porém agora, não estão sozinhos, há uma família, há filhos, há caminhos atravessados erroneamente, e a recuperação, ou a busca por uma nova rocha, exigirá mais esforço.

O sucesso quer você. Sua cadeira está pronta. Sua bela casa já está em construção. Mas não pense que já tem força suficiente para carregar a grande rocha, caso contrário ela cairá sobre seus pés.

Abaixo o "trailer" de um filme em que um homem deixa cair a rocha e mesmo fraquejado busca uma nova, abraçando-a com maestria, não permitindo uma nova queda.


domingo, 19 de setembro de 2010

O Obscuro - Capítulo 2

Hoje acordei em minha cama, após uma bela noite de sono profundo e restaurador. Sentia-me renovado, com o espírito calmo e pronto para mais um dia de árduo trabalho, sentado naquele banco, conduzindo centenas de pessoas aos seus destinos diários. Má remuneração, calor, irritação constante, conflitos com passageiros, o resultado de um precoce rompimento com os estudos.

Vivo encarcerado, triste, solitário, talvez alienado. Na linha 77 passo meu dia, servindo os patrões, detentores de ganância e poder, esperando dias melhores, que me façam esquecer esta juventude ingrata, de vida mórbida e estagnada. Não precisaria de muito, talvez uma bela casa, uma bela mulher, que me abraçasse ao fim do dia e me recompensasse pelas horas de serviços prestados, não com a miséria que os patrões oferecem, mas sim com amor, atenção, carinho, que fizesse encher este coração de energia e alegria.

Não costumava tomar café da manhã em casa, até porque minha dispensa não tinha muito a oferecer, sempre comia algo no terminal, junto com os outros motoristas. As conversas sempre eram as mesmas, mulheres, futebol, venda de pequenos bens e reinvidicações trabalhistas. Sentia-me sempre deslocado, sem interesse por nenhum dos diálogos, suplantando cada frase com um pensamento longe dali, talvez lembrando os sonhos das noites anteriores.

Meus sonhos sempre eram intensos e dificilmente eram apagados da memória, fazendo com que minha mente reservasse lugares cativos para a reflexão de cada episódio, dos personagens, dos momentos de impacto, das dúvidas. Desde que deixei minha cidade, numa bela região serrana, para vir ao litoral, não tenho mais os sonhos que costumava ter, enriquecidos pela natureza, pela família e pelos mais belos sentimentos. Agora algo estranho estava tomando minhas noites, sonhos confusos, sombrios, que me despertavam com os olhos repletos de lágrimas e um frio fora do comum, isso quando eu tinha certeza de que havia realmente despertado, cheguei a um ponto onde era difícil diferençar o real do irreal.

Comecei meu serviço pontualmente, como de costume. O ônibus estava lotado, trabalhadores, homens e mulheres, se espremiam, carregando bolsas, mochilas, sacolas. A face de cada um revelava uma noite mal dormida, e uma notável indisposição para mais um dia de luta, conflitada com a necessidade de sustentarem suas famílias, suas crianças, deixadas nas precárias escolas públicas da cidade, não havia outra opção. Mães seguiam seus caminhos do cotidiano sem ter a certeza de onde estariam seus filhos. Esperança de estarem estudando, crescendo, temor em estarem nas ruas, vadiando, se perdendo.

A impressão era de que eu podia ouvi-los, não suas palavras exteriores, não suas relações interpessoais, mas algo mais profundo, conseguia ouvir as angústias, as lamentações, as ilusões de noites entregues ao álcool, a mesma esperança que eu tinha de dias melhores. Olhando o retrovisor, analisava cada expressão, em cada movimento uma mensagem era enviada, de cada um naquele recinto, as informações eram muitas, era difícil raciocinar todas, principalmente com o trânsito caótico da cidade.

O percurso chegava perto de seu fim, a maioria dos passageiros já estava em seus destinos, poucos restavam sentados, talvez oito, ou dez, não pretendia contar, os carros tomavam quase toda minha atenção, se não fosse por um sonolento senhor, logo atrás de mim, no assento preferencial. Grandes óculos tomavam seu rosto, usava uma camisa de botões, rigorosamente fechada, até seu pescoço, enfiada na velha calça preta. Estava dormindo desde que partimos do terminal, com as mãos inseguras fixava sua maleta sobre suas pernas. Em um rápido momento levantou seu rosto e olhou em meu retrovisor, jogando seu olhar esverdeado de encontro ao meu, permanecendo fixo enquanto eu tentava despistar observando a longa avenida.

Já era fim de tarde e todos os passageiros já haviam deixado o veículo, com a exceção do velho, que finalmente se levantou e deu o sinal de parada, era um lugar monótono, na calçada de um pequeno condomínio. Encostei o ônibus, abri a porta, o senhor caminhou lentamente, desceu um degrau e se virou para mim, mais uma vez olhando em meus olhos, um olhar profundo de quem tem muito a falar, porém capaz de reduzir sua mensagem a uma solitária palavra:

- Aceite.

Uma voz grave, desgastada, porém marcante, que conseguiu levar esse pedido até o ponto mais remoto de minha alma. Aceite o que? Restava-me a indagação interior de quem estava paralisado com tal cena. O velho seguiu caminhando de costas para mim, e ao pisar na calçada, abriu sua maleta, introduzindo sua enrugada mão direita no compartimento maior, de onde tirou um pó escuro, levando sua mão de encontro a boca, onde dilacerou toda aquela substância, de modo a inflar suas bochechas, e numa transformação inesperada, implodiu seu corpo, espalhando dezenas de baratas pela calçada, logo dispersadas.

Parei, pensei. Não conseguia aceitar o que tinha acabado de ver, tentei voltar à realidade, olhei para trás onde o trocador estava dormindo profundamente esperando o fim do expediente, na esperança de que alguém tivesse visto tal episódio e pudesse compartilhar comigo, nada, eu estava sozinho, com meus pensamentos, tentando interpretar o que o velho disse, e ao mesmo tempo em choque com aquela metamorfose escabrosa.

As baratas, sim, eram familiares, eu já tinha as visto em algum lugar, mas minha memória não funcionava. Fui para casa, comi o resto do almoço de Domingo e logo me deitei, exausto, como se estivesse pronto para uma viagem, como se minha vida real estivesse naquela cama. Adormeci.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O Obscuro - Capítulo 1

Hoje acordei no chão, ou melhor, no tapete, ao lado de minha cama. O lençol estava enrolado em meu pé esquerdo, se estendendo até a superfície do colchão, que passara horas livre de minha presença. Incomodado com a situação, abri a gaveta do criado e saquei uma bela e afiada adaga.

O fato de meu corpo estar no chão era de total responsabilidade daquele maldito colchão, eu sabia que não me movia ao dormir, pelo menos não o suficiente para cair da cama, portanto minhas noites deveriam ser longas e imóveis. Golpeei a lateral do maldito e o rasguei num movimento rápido, para minha surpresa havia algo dentro dele, eram insetos, baratas, várias, milhares, vivas, saindo da parte interna como água sendo jorrada de uma grande represa.

Aqueles insetos pareciam me atacar, adentrando em meu corpo por todos os orifícios possíveis, eu sentia a presença de cada um deles em meu organismo, indo e voltando, como uma multidão dentro de uma loja em liquidação. Ao ver uma das baratas saindo de dentro de meu nariz, o desespero me tomou, levantei-me abruptamente e corri para o chuveiro, na esperança de que a água expulsasse aqueles indesejados seres. O chuveiro elétrico estava quebrado, e a água fria me molhou num instante de choque e angústia, olhei para o chão e reparei que meu sangue estava sendo levado pelo fluxo, da onde estaria saindo? Eu não estava ferido. Observei e toquei meu corpo de cima para baixo tentando encontrar o motivo daquela surpresa, porém não encontrei nada. Minha clara pele começava a escurecer bem devagar, e meus pelos eram levados pela água, como se não conseguissem mais se sustentar em meu corpo. Sentia uma dor insuportável na parte frontal de minha cabeça, minha testa parecia estar com uma placa de ferro gelada que afetava todo o sistema nervoso, deixando minhas mãos trêmulas e meus joelhos frágeis. Sai do banho, não sabia o que fazer, meu coração palpitava como nunca.

Caminhei tomado pelo medo até o quarto ao lado, onde sentei no chão e agarrei minhas pernas, neste momento meu corpo já estava rígido, duro, como uma pedra, porém ainda conseguia me mover. Percebi o chão trincando, meu peso havia aumentado consideravelmente, o piso cedeu, cai no andar de baixo, num quarto parecido com o meu, porém afeminado, onde uma bela mulher trocava de roupa, sem suas vestimentas íntimas, me olhou, como se estivesse vendo um anjo, caminhou até minha frente, elevou sua mão direita e acariciou meu medonho rosto, conduzindo seus dedos até a lateral de minha cabeça, agarrando minha orelha e a arrancando com suas grandes unhas, não senti dor. A mulher levou minha orelha até sua boca, e a engoliu como um sapo engole uma mosca. O que estava acontecendo? A moça colocou as mãos em seus seios e arrancou um deles, me oferecendo, como se estivesse satisfeita com a ingestão de minha orelha e quisesse me recompensar. Aceitei o presente recheado de sangue e instintivamente comecei a consumi-lo, como um guepardo atacando sua presa.

Ela se curvou até a altura que estava meu rosto e me beijou, um fervoroso beijo, de maneira que jamais eu havia experimentado, um sublime prazer me tomou, e saboreei aquele momento como se fosse único, até sentir aquele feminino corpo se fundindo com o meu, como se me tomasse, me enfraquecia, me fragilizava, meus olhos fechavam, minhas mãos procuravam onde se apoiar, adormeci.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Interrogue.

O que você vê? O que você quer ver? Do que você gosta? O que você sonha? Em que mundo você está? No seu? No deles? Quem são eles? O que eles querem? Quem é você? O que você vai ser? Você quer morrer? Você quer viver? Você sabe o que quer? Quem te ensina? Quem te comanda? Você comanda? Você decide? Você está pronto? Você tem coragem? Que tal uma viagem? Para longe daqui, para onde você tem vontade de ir? Você vai sorrir? Você já sorri? Você já aprendeu a sorrir, ou só a rir? Você lembra de alguém? Não, não, você lembra de alguém? Do que você lembra? Você quer se lembrar? Sua vida é uma festa ou você vai à festas? Você já fez sua própria festa? Você é velho? Você já pensou num velho? Quando se fica velho? Você aprende? Quando quer parar de aprender? Você quer aprender? Você está vivo? Está vivo? Quem vive? Quem vive? Poucos vivem.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A Verdade do Brasil.


Hoje postarei um vídeo que fiz ano passado chamado "A Verdade do Brasil". Achei um pouco bizarro na época, mas como teve uma boa aceitação, resolvi divulga-lo aqui.

Abaixo deixarei a letra, e o vídeo logo ao final:

E ai moçada
Vou me apresentar
Sou um cara bacana
Que tem algo a falar

Não sou nenhum rapper
Não sou profissional
Só tô me divertindo
Não me leve a mal

Esperou carregar
Agora já era
Assiste essa me*da
E aumenta a tela

Vou te falar
O que tá se passando
Ando meio chateado
Com o que tá rolando

Eu sou brasileiro
E isso é necessário
Só levo porrada
Me sinto um otário

Eu pago imposto
E só recebo esmola
Cadê a saúde?
A polícia? A escola?

O dinheiro some
Mas é fácil ser achado
Olha ali
O carrão do Deputado

Enquanto eles roubam
O povo é omisso
Só fica assistindo
E produzindo mais lixo

A favela lamenta
Não tem voz p'ra falar
A classe média se conforma
Sentada no sofá

Sofá do mais caro
P'ra poder aparecer
Pagamento parcelado
Juntamente com a TV

A TV você já sabe
Ligada na Globo
Aquela emissora
Que engana os "bobo"

Olha a gripe suína
Que assunto falado
Surgiu bem na hora
Que o Sarney era caçado

Aquele ladrão
Do tipo cruel
Viciado em poder
Já tem até mausoléu

Mas pra variar
Processo arquivado
E a minha nação
De braços cruzados

Caso encerrado
A Globo se diverte
A gripe suína
Saiu da manchete

E depois de um tempo
Mais uma roubada
A prova do ENEM
Caiu na mão errada

Mas isso não importa
O povo tá vibrando
Assistindo em Compenhague
O Lula chorando

O Brasil é sede
Olha que moral
Que grande jogada
Pré ano eleitoral

Mas o que eu tô fazendo
Que perda de tempo
Se fosse ditadura
Eles já tavam me prendendo

Olha que vergonha
Olha que desordem
Os nossos heróis
Estão no "Big Brother"

Enquanto lá em cima
Eles ganham o Nobel
O Brasil prefere
O Ronaldinho com troféu

Cadê a escola?
Cadê a educação?
Pra que caça francês?
Não tá tendo guerra não

Mas estamos ai
Fazendo amizade
Que diplomacia
Popularidade

Até o Zelaya
Não pensou em mais nada
Quando viu a coisa feia
Correu p'ra nossa embaixada

Mas chega de falar
Vai faltar espaço
Acabou de apertar "play"
E já tem tanto estrago

Mas calma amigo
Nem tudo é tristeza
O país tem bom clima
Arroz e feijão na mesa

Nem é tão ruim
Parece legal
Tem o carnaval, pré sal
Alto astral

Mas obrigado Brasil
Pela praia, pela fruta
Já cansou de saber
Que um filho teu não foge a luta