sábado, 25 de junho de 2011

25 coisas para se evitar nas Redes Sociais.

Estamos em 2011 e já se passaram 16 anos desde a primeira Rede Social lançada na web, e algo que era visto como ferramenta de entretenimento passou a tomar formas mais abrangentes na vida de cada usuário. O mundo digital definitivamente entrou em nossas vidas sem pedir licença, não só isso, como também se apossou dela, envolvendo colegas, tutores, chefes, parentes distantes, velhos amigos, entre outras diversas ligações comuns à vida do ser humano.

Mais do que nunca você está visível, em apenas um clique sua reputação pode alavancar ou mesmo desmoronar. Suas palavras, fotos e vídeos podem passar em branco, como também virar o assunto mais comentado num país inteiro. Portanto, o Código Cinza resolveu listar 25 coisas para o usuário evitar nas redes sociais, assim você pode almejar uma boa aparência virtual, ou na pior das hipóteses, permanecer numa posição neutra, sem grandes reprovações malignas a sua imagem.

1. Entrar numa rede e começar a usar sem antes ter lido algo a respeito sobre seu objetivo e funcionalidade. Quando você compra um carro, é bom ler o manual e aprender por si só, caso contrário todas as pessoas que entrarão no seu carro tentarão te explicar o que é certo e o que é errado, e isso não é uma situação favorável a sua imagem.

2. Não fazer a distinção entre cada rede social, pois cada uma tem suas particularidades. Ao sair do Orkut, não pense que Twitter, Facebook, entre outras redes, são apenas uma extensão do que você já conhece. Assim você evitará chateação caso a Lady Gaga não te seguir de volta no Twitter, afinal, seguir alguém não é solicitar a amizade de alguém, que fique bem claro.

3. Aterrorizar-se porque alguém desconhecido interagiu de alguma forma com você. Lembre-se, as redes sociais são como um espaço público, ou seja, um presidiário pode acessar a internet pelo celular e te adicionar no Facebook, isso não quer dizer que ele quer te seqüestrar ou investigar sua vida (ok, isso pode acontecer, mas basta recusar a solicitação, não precisa de desespero).

4. Publicar que você está com uma super ressaca, principalmente se o objetivo for fazer as pessoas entenderem que a noite anterior foi sensacional, existem outras formas de dizer isso. Ter orgulho de ressaca é coisa de pré-adolescente.

5. Utilizar palavras de baixo calão em suas publicações, por mais que o momento seja propício. Mensagens limpas são vistas com bons olhos até pelo mais boca suja da galáxia, aquele que não consegue escrever uma frase sem um palavrão no meio, mas no fundo admira quem consegue. Além disso, existe a possibilidade de uma pessoa, lá no canto da sua lista de amigos, ser daquele tipo que você não gostaria que visse sua deselegância.

6. Publicar que você está com fome, a não ser que esteja procurando alguma companhia para comer, fora desse caso não esqueça, ninguém está interessado em saber que você precisa se alimentar. Twittar que está com fome é o apogeu da falta de conteúdo.

7. Fazer desenhos com caracteres (famosos no Orkut), principalmente se for daqueles que ocupam muito espaço. Você pode achar uma arte, criativa e magnífica, mas aquilo sempre será brega e poluirá as redes sociais.

8. Tentar converter as pessoas a sua religião. Você pode comentar sobre ela, trocar idéias a respeito, mas evite dar uma de jesuíta digital. Se você está numa festa com todos os seus conhecidos, você não pega um banquinho, coloca no meio das pessoas e começa a falar sobre a sua religião.

9. Publicar comentários preconceituosos, isso nem precisa dizer que afunda sua reputação, principalmente no século XXI.

10. Tentar se auto-promover, se você tiver conteúdo, seu conteúdo te promoverá. Colocar uma placa em cima da sua cabeça dizendo: “Eu tô aqui, vejam o que eu faço, eu sou o melhor de todos, não queiram competir comigo”, não é legal.

11. Conversar sobre assuntos particulares sem está certo de que o espaço é privado e seguro, não queira perder um emprego ou terminar um relacionamento pelo deslize de deixar informações pessoais visíveis.

12. Colher material de outro usuário sem permissão, como imagens, vídeos, citações, entre outros, lembre-se que nada nasce sozinho, tudo tem uma criação por trás, e essa criação está sob proteção de direitos autorais.

13. Deixar de responder alguma pessoa, a não ser que realmente não seja possível fazer isso, como no caso de você ser uma celebridade com milhares de interações diárias.

14. Esquecer de refletir o que as pessoas vão pensar se você publicar o que deseja, lembre-se, ferramentas como álbum de fotos falam muito sobre você, não transmita o que você não é, isso sempre acaba mal.

15. Ser inconveniente. Perceba quando você está incomodando alguém, pois com certeza essa pessoa está no MSN comentando com um amigo o quanto você perturba, e sua fama vai se espalhar.

16. Comentar sobre sua situação triste e melancólica, se você passa por um momento difícil e precisa de ajuda, não recorra às redes sociais, seus contatos não são psicólogos e com certeza ficarão desconfortáveis com suas publicações de baixa auto-estima.

17. Interagir nas redes em estado de embriaguez, isso também sempre acaba mal, é como a cereja do bolo da noite de equívocos promovidos pelo álcool. Portanto, antes de sair pra bebedeira, certifique-se que você não vai conseguir ligar o computador ao voltar, retire algum cabo ou algo parecido, o importante é fazer o seu “eu-bêbado” desistir de querer entrar na internet e se entregar logo à cama.

18. Viver as redes sociais tão intensamente, lembre-se, você também tem uma vida fora delas.

19. Escrever errado, você pode até abreviar as palavras e usar alguns termos comuns na internet, mas erros graves de português sempre incomodam quem está lendo. Não esqueça de avaliar o que você acabou de escrever, certifique-se que há sentido e que sua mensagem será corretamente transmitida.

20. Desabafar em 95% das suas publicações, usuários (especialmente twitteiros) que só reclamam da vida, são vistos como chatos, inconvenientes e desequilibrados.

21. Criticar a vida alheia sem razão e embasamento, lembre-se, ao falar dos outros, você fala muito mais sobre você.

22. Pedir MSN sem ter motivo justo ou intimidade com a outra pessoa. Com a ascensão das redes sociais, MSN se tornou algo bem mais privado, o mesmo aconteceu com o telefone.

23. Participar de aplicativos que enviam convites para seus amigos. Encher o mural deles de convites é como invadir suas casas e deixar lixo lá dentro.

24. Escrever em CAPS LOCK, você só escreve tudo em maiúsculo quando o mundo está acabando, principalmente se quiser mandar o kit completo com vários pontos de exclamação. VOCÊ ENTENDEU!!!!!!!11!!!!!!!!!1onze!!!

25. Reclamar da maneira que outra pessoa usa a rede social. Se o criador da rede possibilitou ela fazer aquilo e você não está gostando, apenas a exclua dos contatos, ou então mande este post para que ela se instrua a respeito.

Arte e Colaboração: @NeroPimentel

terça-feira, 21 de junho de 2011

Sonhos Voando e Libertação Espiritual.


Para quem vive em harmonia, paz e equilíbrio, o momento do sono é algo muito esperado, hora de se desligar da vida material e renovar todas as energias, físicas e psicológicas, para continuar sua jornada frente à família, estudos ou trabalho. Eu sempre costumo analisar bastante meus sonhos, é algo que chama atenção e me desperta um grande interesse, e dependendo do sonho, ele pode influenciar intensamente minhas decisões que estão por vir após meu despertar.

Um dos sonhos bastante comuns entre vários relatos, até pelo fato de se tornar inesquecível, é aquele em que estamos voando, completamente livres, sem nenhum meio de transporte, nem tampouco o peso da massa corpórea para atrapalhar tamanha levitação. As pessoas que passam pela experiência desse tipo de sonho, geralmente afirmam que é uma sensação imensamente prazerosa, divertida, algo que não dá vontade de parar, não importa o tempo em que permaneçam naquela atividade.

Sempre ouvi falar sobre isso, mas só há alguns dias pude confirmar o que essas pessoas sentem, pois sonhei que voava, e não era um voozinho desses pequenos e sem graça, eu alcançava alturas aquém do imaginado, furava as rajadas de vento de uma altitude elevada dentre um grande e límpido céu azul, passava por regiões onde o verde predominava, superando a altura de grandes montanhas e penetrando na vastidão de grandes vales por elas envolvidos. Eu simplesmente voava, da maneira que desejava, podendo acelerar ou não, subir ou descer, tudo dependia de minha vontade, a situação estava sob meu controle.

Não há como negar que foi um dos melhores sonhos que me recordo, pois lembro do grande prazer que sentia, uma sensação de liberdade indescritível, longe de tudo que embriaga a mente, distante da matéria, dos vícios e paixões, era simplesmente minha essência ganhando uma sessão de degustação da verdadeira felicidade. Era um cenário de pureza, paz, alegria, emancipação da carne. Não lembro como tudo acabou, mas sei que voltei ao meu corpo aos poucos, com a energia renovada, retomando os laços corpóreos com lentidão, até que me senti novamente preso à matéria, porém com uma sensação de bem-estar única, uma vontade de praticar o bem, como se aquele fosse o único jeito de merecer uma nova experiência como aquela.

Sabe-se, segundo a revelação dos espíritos por Allan Kardec, que o espírito está em constante desejo de se libertar do corpo, pois sua natureza não pertence ao mundo material, tendo grande parte de seus sentidos e faculdades restringidos, portanto o momento do sono é uma rápida oportunidade para a alma afrouxar seus laços com a matéria e visitar o plano espiritual, podendo ocorrer contatos com outros espíritos, rápidas visualizações de um futuro possível, ou mesmo qualquer tipo de alerta proveniente de entidades mais adiantadas.

Se fossemos observar o popular sonho do vôo em acordo com as idéias espíritas, constataríamos que a experiência é um sublime momento de libertação espiritual, tendo como ponto central a separação da alma frente ao envoltório corpóreo grosseiro, podendo o espírito gozar com maestria seus sentidos e faculdades, trazendo para si uma sensação de paz e bem-estar dificilmente alcançada no plano terrestre. Vale lembrar que quem tem este tipo de sonho, provavelmente possui uma mente leve e não se prende aos vícios e paixões terrenas, pois esses impossibilitam a visualização do verdadeiro caminho da felicidade, pois nem todos alcançaram a sensibilidade para percebê-lo.

Além dos sonhos comuns que estamos analisando, também existem relatos semelhantes em Experiências de Quase Morte (EQM), onde pacientes afirmam uma sensação de libertação da massa corpórea, acessando ambientes de paz e muita natureza, sentindo um prazer indelével, estando também descrita a sensação de flutuação. Geralmente esses espíritos ao voltarem ao corpo, tornam-se pessoas mais calmas, serenas, pacientes e tolerantes, como se tivessem sentido a grandeza da vida eterna, não tendo mais motivos para se prender a fatos pequenos e desprezíveis.

Uma coisa fica bem clara para mim frente aos estudos, aqui na Terra, nós “achamos” que sabemos o que é felicidade, mas não temos a mínima noção do que é isso, somos apenas uma raça mediana e ignorante procurando progredir. E não se engane, aqueles que levam uma vida de vaidade, egoísmo, orgulho e indiferença, demorarão inestimável tempo para sentir pelo menos uma pequena degustação do bem-estar espiritual, por outro lado, aqueles que praticam o amor, a pureza de sentimentos, a caridade e a resignação, estarão mais próximos de gozar o que só é permitido para os espíritos superiores.

Para finalizar, separei um vídeo sobre EQM do Globo Repórter, além dele há também vários outros do mesmo tema pelo YouTube, sei que o assunto do post é sobre sonho, mas esses tipos de experiências demonstram muitos pontos em comum, pois ambas discriminam a sensação de separação entre alma e corpo. Até breve!


sábado, 18 de junho de 2011

Preparativos de Viagem.


Maldito tempo, sempre passara tão rápido, agora teima em se retardar para que os dias sejam longos e a espera pareça eterna. Faltam 23 dias e já me desvencilhei de tudo que podia, preparado para a vida nova, o pior de tudo é que a conseqüência disso são dias monótonos, chatos e de difícil preenchimento. Tento matar as horas estudando inglês, lendo livros e fazendo atividades físicas, mas nem para isso tenho paciência mais. O jeito é sair com os amigos, passar uns dias na praia (o que farei este final de semana) e todas essas atividades que te fazem esquecer as datas futuras.

Estou quase acabando os “check-ups” médicos, meu resultado do exame de sangue nunca foi tão bom, ao terminar de verificá-lo o médico perguntou: “Pra onde você vai viajar mesmo?”, “Para a Escócia, por que? Tá tudo bem?”, “Porque com esse resultado você pode viajar até pra Lua”. Que beleza, heim? Tomara que a saúde continue bem e não sofra com a mudança drástica de temperatura, para isso evitarei os excessos, principalmente desses que sempre acontecem com o pretexto de “despedida”. Terei ainda mais uma consulta com outro médico, nesse vou levar até exame de Raio-X e correr naquela esteira cheio de adesivos pregados no corpo para medir minha desenvoltura cardiorrespiratória. Após passar por ele poderei me considerar liberado.

Também fui ao DETRAN, que por acaso fica no limite de saída da cidade, quase no interior, num bairro chamado Maraponga. Em larga escala, é como se eu tivesse que sair de avião de Fortaleza para tirar um documento em Porto Alegre, mas no caso, saí de carro do bairro Meireles até a bendita Maraponga. Fui lá para dar entrada na minha “Permissão Internacional para Dirigir”, tudo bem rápido, entreguei os documentos, paguei a taxa e voltei para casa, agora tenho que retornar ao mesmo local semana que vem para buscar. Você deve está pensando: “Pô, o cara vai é tirar onda motorizado na terra da rainha...”. Negativo, mas estou tirando por precaução, afinal, se sei dirigir, não vou deixar de explorar essa habilidade caso me seja dada uma oportunidade, quanto mais ferramentas de trabalho eu tiver, melhor.

A mala já está semi-pronta, coloquei o que não vou usar até dia 11, como roupas de frio, por exemplo, o resto só poderei ajeitar melhor faltando uma semana para embarcar, não adianta encher ela agora, afinal, eu iria ficar abrindo toda hora para usar alguma roupa ou pertence que já estaria devidamente dobrado e posicionado em seu lugar. Vou levar duas malas, uma azul grandona para despachar, ou seja, a mala matriz, e uma menor de mão, preta, excelente para viagens curtas, essa é a que sofre mais e tá sempre rodando para um lado e para o outro.

Além das roupas e todos os aparatos de viagem já conhecidos, estou levando alguns caprichos pessoais, como um gorro, uma bandeira e uma camisa do Ceará, duas bandeiras do Brasil, sendo uma com o escudo do Galo no meio, presente da minha prima Janaina, um cachecol do Brasil que comprei na Copa do Mundo, várias pulseiras também do Brasil (essas eu vou sair dando de presente pra quem quiser), todos os livros espíritas básicos, como “O Livro dos Espíritos” e o “Evangelho segundo o Espiritismo”. Daqui até o dia da viagem vou inventando mais volumes, por enquanto é só isso que lembro, mas pretendo levar mais lembranças.


Ontem entrei no site da TAM para consultar minha reserva, só então lembrei que podia marcar meus assentos logo, porém foi tarde, a grande maioria já estava ocupada, mas não fiquei insatisfeito com os lugares que consegui. De Fortaleza até Lisboa ficarei no corredor, na lateral direita do avião, na parte de trás, lá no fundão, excelente, afinal, se eu ficasse na janela não veria mais do que a imensidão azul do Atlântico e um pouco de Portugal, e além disse, gosto de me levantar toda hora para esticar as pernas e ir ao banheiro. Quem será meu colega de viagem? Tomara que seja uma linda, maravilhosa e espetacular portuguesa procurando algum mochileiro brasileiro para oferecer o confortável sofá de sua casa, em retribuição às inesquecíveis férias que acabara de passar em Jericoacoara, aaah como cairia bem. Já para o trecho de Lisboa até Londres, consegui um lugar na janela, lá na frente, exatamente na ponta da aeronave, como serão apenas um pouco mais de duas horas de viagem, não faço questão de ficar no corredor.

O terceiro trecho, de Londres até Edimburgo, não estava disponível a marcação de assentos, sem problemas, até porque a viagem é um “pulo”, sentarei em qualquer lugar mesmo. Estou cogitando a possibilidade de alguém me pegar no aeroporto, o Camphill tem um carro para os Co-Workers, eu apenas teria que pagar 25 libras de gasolina e contar com a sorte de ter alguém disponível para dirigir. Caso isso não seja possível, terei que procurar a estação de ônibus da cidade e comprar uma passagem de algum trecho que passe por Perth, Dukeld, ou qualquer outro lugar perto de Corbenic.

Dia 10 deste mês fiz aniversário, estou com 19 anos agora, e é nessa idade que fecharei mais um ciclo da vida e partirei para uma nova era individual de progresso, crescimento e amadurecimento. Que meu espírito protetor me guie para que tudo dê certo e eu possa lucrar bastante com minhas decisões, abraço a todos, fiquem com Deus e até breve!

sábado, 11 de junho de 2011

A Natureza do Espírito.

Onde está nossa real natureza? No material ou no invisível? O mundo material nos traz belezas indeléveis, a riqueza da natureza, a harmonia dos astros, a perfeição dos ciclos, tudo isso capacita aos olhos humanos um grande estado de embriaguez. O homem vive em busca das respostas, busca entender e dar sentido ao que vê. E baseado no material, acredita que a felicidade deve ser procurada ali, na esfera em que trilha suas jornadas passageiras.

A felicidade não está no dinheiro, não está nos gozos terrenos, nem muito menos nas paixões. O ser humano, por mais que venha a se adaptar a um estilo de vida, não se sente livre, pelo contrário, se sente em total aprisionamento, o aprisionamento da carne, dos sentidos limitados, das condições miseráveis que lhe foram atribuídas. A dor desta prisão é intensa, principalmente para os mais fracos que não suportam as provas que lhe foram impostas e buscam regressar no intento do suicídio.

Vejo o planeta Terra como uma pequena ilha, no meio da imensidão oceânica, essa representa o espaço, a grande extensão do universo. Essa ilha está ali fixada, em constante mutação, alternando sua geografia e se adaptando frente às intempéries da natureza, e ao seu redor, a água do mar bate, de série em série, vezes mais suave, vezes mais destrutiva e regeneradora. Dependendo de como as ondas vierem ao encontro da areia, haverá sempre uma interferência no cenário da praia, porém, aquela água do grande oceano sempre regressará à sua natureza.

Quando você está na praia e olha a água em contato com a areia, percebe que ela chega de uma forma abrupta, quase agressiva, como se o grande oceano achasse necessária sua rápida passagem naquele terreno hostil, molhando a terra seca e retornando ao seu lar, sempre deixando aquela fina película de umidade sobre a areia, que desaparece gradualmente na medida em que a força do mar puxa sua cria de volta, como se o trabalho tivesse sido concluído. Algumas adentram a praia com a força de um exército, deixando marcas e sendo lembradas por alguns instantes, outras beijam a terra e vão embora sem que ninguém perceba. Porém o ciclo nunca acaba, e após o regresso de uma onda, outra é lançada. Somos assim, como as ondas do mar, somos lançados com energia, fazemos o que a natureza nos propõe e retornamos ao oceano, esperando mais uma aventura como aquela, seja na mesma ilha, ou em qualquer outra.

Não se engane, pois neste grande oceano, vários mistérios existem, mas poucos têm acesso as suas águas mais profundas. E devo salientar, nossa ilhazinha não é a única, ou achas que temos tudo para nós? Somos um grão de areia. Existem outras ilhas muito bem habitadas, e seus moradores conhecem grande parte desse oceano, e navegam neles como nossos descobridores europeus navegaram um dia, inclusive têm conhecimento de nós, a raça “mediana”, que marcha devagar no seu amadurecimento moral, corrompido pelo egoísmo e orgulho que a vida material impõe.

O espírito não pertence a este plano, no entanto, é preciso que seja lançado a suas provas. Como o vento que molda as dunas e a água que rega a vegetação, a essência humana, imaterial e invisível, é lançada sobre o mundo material, para que busque sua ascensão, expanda seus conhecimentos, esclareça suas dúvidas e sirva o responsável por tudo que se move no vasto universo em que vivemos. Nesta empreitada, não fazemos mais que progredir, para que voltemos ao lar, vitoriosos e mais capacitados às futuras missões da eternidade, onde o tempo não existe e a física está muito além do que conhecemos até aqui.

Não acreditas no mundo invisível? No imaterial? Eu aposto que há duzentos anos os homens também não acreditavam que seria possível ouvir a voz de outro homem e conversar com ele no mesmo instante por meio de um aparelho retangular de poucos centímetros, tudo porque não acreditavam no que não podiam ver, devido aos seus limitados sentidos de seres primitivos e ainda ignorantes. É tudo uma questão de tempo, de cenário propício.

A vida material é irracional, não tem sentido, retarda o homem, desacelerando sua ascensão. Aceitando uma visão materialista, é como se o espírito desejasse se aprisionar mais, pois além do cárcere da carne, ele também se prende a outros elementos de pouca importância para seu progresso, como se desse mais voltas na chave da fechadura, tornando sua independência e autonomia mais dificultada. Mas é certo que um dia ele se libertará, pois faz parte de sua caminhada e nada pode frear, é uma lei.

Para finalizar, aprecie este vídeo que sempre me faz lembrar da infância, este clássico da Disney, que apesar de durar alguns poucos minutos, transmite uma mensagem eterna e imutável, que começa na menor das substâncias e abrange absolutamente tudo ao nosso redor, mesmo que ainda não tenhamos acesso a este “tudo”. Um abraço, fiquem com Deus.



terça-feira, 7 de junho de 2011

Corbenic Camphill Community


Após falar sobre a Escócia e os motivos que me levaram a escolher esse país, está na hora de falar sobre o Camphill que escolhi. Corbenic Camphill Community fica na região central da Escócia, há 20 quilômetros de Perthshire, uma cidade pequena e muito freqüentada por turistas de toda Europa (ver mapa da postagem anterior) e há 4 quilômetros de Dunkeld, um pequeno vilarejo com pouco mais de mil habitantes. O cenário do lugar é deslumbrante, pelo menos foi isso que vi até agora nas fotos que tive acesso, só poderei confirmar quando chegar lá, a propósito, quase tudo que digo neste Blog, por enquanto, só poderei confirmar ao chegar.
Corbenic é um dos poucos Camphills fazenda que existem, inclusive o único da Escócia, se não me falha a memória. Isso me faz lembrar de algumas perguntas dos formulários que se referiam a algo como: “Corbenic é uma comunidade rural, você pode afirmar que possui um estilo de vida adaptável e que pode morar em total isolamento?”. Não só perguntavam isso nos meus formulários, como também nas perguntas que meus referentes responderam, minha professora de Sociologia até virou pra mim e perguntou: “Será que você tem condições de viver num lugar desse seu Léo?”. Ora, claro! Devo lembrar que não só tenho condições, como quero ter esse estilo de vida.
Eu estou com algumas cartas de instruções aos novos voluntários, e elas falam sobre o que é recomendado eu levar e não levar, por exemplo, eles não acham saudável usar aparelhos de som portáteis, como iPods, MP3, Rádios etc, porém deixam bem claro que a vivência da música é algo muito valorizando, pois gostam de cantar e tocar instrumentos, neste aspecto tive que decepcioná-los, pois não toco nada, apesar de querer muito aprender. Um fato que me chamou atenção em uma dessas cartas foi a atenção deles em deixar claro para o novo voluntário que “WE DO NOT HAVE TELEVISION”, escrito em negrito e sublinhado. Algo que não faz diferença pra mim, não gosto de televisão e gostaria de ficar um bom tempo sem o barulho dela, eis a oportunidade! Porém não tirem de mim a internet, pois ai sim, haveria um grande problema, mas esse problema eu já sei que não vai existir.

Nessas últimas cartas que recebi, notei que escreveram meu último nome errado, ao invés de ter “Leo Ferreira”, tem “Leo Ferriera”, confirmando a minha tese que meu último nome é extremamente complicado para eles, tente imaginar a pronuncia de “Ferreira”, sairia algo como “Feueiuá”, ou “Feweiwa” para quem gosta da letra “W”. Achei bacana eles utilizarem “Leo” ao invés de “Leonardo”, isso demonstra hospitalidade, carinho e uma ligeira dose de intimidade, o que me ajuda a ficar mais a vontade. Lembro dos primeiros e-mails que mandei para Corbenic com a secretária escrevendo aquelas respostas bem formais, hoje o diálogo já está bem coloquial, com direito a carinhas e tudo.
O primeiro Camphill que escolhi, isso em 2009, era Simeon, um para idosos em Aberdeen, porém minha ida em 2010 não deu certo e naquele mesmo ano eles aumentaram a idade mínima dos voluntários para 21 anos, o que foi bom, pois tive que escolher outro lugar, e achei Corbenic, e quando entrei no site para colher informações, logo me identifiquei com tudo. Corbenic conta com 65 pessoas, 27 são adultos com necessidades especiais, os outros 38 são funcionários e voluntários. Os moradores se dividem em 5 grandes casas, essas estão separadas umas das outras numa área de 50 hectares.
Numa comunidade Camphill, todos trabalham, aprendem, crescem, contribuem para o bem-estar do próximo. O tempo dos moradores é meticulosamente preenchido com várias atividades coletivas, especialmente de caráter terapêutico, como “workshops”, leia-se “oficinas”, elas variam entre oficinas de massas, artesanatos, vários tipos de arte, jardinagem, marcenaria, entre outras. Ao conversar com um dos brasileiros que estão lá, Guilherme, ele me falou sobre a excelente qualidade de vida, algo que fica até difícil de largar para voltar ao Brasil. Inclusive, todos os brasileiros que converso me dizem que é uma experiência magnífica, é difícil achar algum que se arrepende, falam sobre as dificuldades, os momentos difíceis, mas nunca que voltariam atrás ou desistiriam, todos bem felizes e realizados.
Estou curioso para saber que tipo de trabalho farei, como será minha vida, meu cotidiano, como as pessoas reagirão à minha personalidade, como será o desenvolvimento do idioma novo, como será o frio de rachar, pois até com isso estou curioso. Quem conhecerei, de onde são, o que trazem de bom do país de onde vieram. Como será minha adaptação, será que sou daqueles que conseguem se adaptar a qualquer estilo de vida? Creio que sim, mas preciso de provas maiores para me certificar disso.
Não tenho tantas informações de Corbenic além do que eles oferecem no site (fim do post), então quem quiser saber mais é só dar uma lida lá. Selecionei várias fotos que dão uma idéia do Camphill, e principalmente dois vídeos sobre os Camphills da Irlanda, não mostram o que eu vou, mas como todos são bem parecidos, dá pra ter uma idéia ampla do ambiente que encontrarei em solo escocês. Até mais e fiquem com Deus!


Fora de uma das casas


Outside


Fazenda


Construções históricas preenchem o cenário


Inverno rigoroso


Pegar um sol?


Muita neve


Apresentações musicais


Venda de produtos fabricados no próprio Camphill


Outside


Hotel para quem for me visitar


Dunkeld


A alimentação é saudável mas também rola um barbecue


Trabalho na fazenda sô


Alguns feriados possibilitam passeios e viagens


Oficina terapêutica


Artesanato


Mais fazenda


Super Pig


Pato, pato, pato, pato, pato.


Gado?

Lavanderia





domingo, 5 de junho de 2011

Por que Escócia?


Todos me perguntam o que diabos me levou a escolher a Escócia como meu destino, afinal, não é um país muito comum para os brasileiros que buscam uma experiência no exterior pela primeira vez. Se fosse para escolher algum país daquela região, o mais coerente seria Inglaterra, não? Talvez, mas preferi a Escócia, com suas montanhas e castelos imponentes, com seu povo hospitaleiro e seu sotaque forte, com sua cultura marcante e sua história admirável, entre outros fatores que dão àquele país toda uma magia que muito me atrai.

Mas com certeza a Escócia nunca foi algo que passou pela minha cabeça, era um lugar fascinante que eu via de muito longe, pretendendo um dia fazer uma breve visita caso a vida permitisse. Porém, a oportunidade surgiu, e quando eu menos esperava, havia a possibilidade de viver por um bom período na terra do libertador William Wallace, quem nunca assistiu “Coração Valente”?

Ao aceitar trabalhar em uma comunidade Camphill, eu tinha várias opções, desde América do Norte até Ásia, mas Europa sempre teve aquela força a mais no meu inconsciente, talvez por uma atração que sempre mantive pela história, somada ao desejo de viver em um lugar pacífico, organizado e de cultura forte, o que é excelente para minha formação humana e profissional.

Na Europa, o movimento Camphill tem foco no Reino Unido, ou seja, a unificação formada por Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales, tendo como vizinha a Irlanda, que apesar de não fazer parte do Reino Unido, também se destaca com suas comunidades Camphill. Portanto, essas eram minhas 5 opções. Inglaterra foi a primeira a ser descartada, pois queria algum país que fugisse do comum, um lugar onde o turismo não tem tanta força quanto à terra da rainha, um lugar que eu teria menos oportunidade de visitar no futuro.

Descartei País de Gales por não ter tanto conhecimento a respeito e não haver nenhum Camphill de meu interesse, além de que eles também falam galês, o que não seria algo positivo na minha pretensão de praticar o inglês. Sobravam as duas Irlandas e a Escócia. As Irlandas também são países interessantes, possuindo características semelhantes à Escócia, porém, aquela voz do inconsciente veio e me lembrou o velho sonho de onde eu queria viver.

A escolha não foi muito difícil, até porque além da preferência, encontrei Corbenic, um Camphill fazenda numa das regiões mais bonitas do planeta, construído em cima das terras que dão nome a esta série. Então, tudo foi somando e a situação era que eu trabalharia numa comunidade no meio das Highlands, com direito a florestas, vida na fazenda, caridade, aprendizado, castelos, muita neve e muita fantasia cinematográfica no fundo disso tudo. Fiquei feliz com o destino, parecia realmente um sonho, e eu que planejava aceitar até emprego de zelador de lanchonete nos EUA, estava prestes a trabalhar com algo especial, num lugar especial e com pessoas mais especiais ainda.


A Escócia fica ao norte da ilha britânica, logo acima da Inglaterra, tem pouco mais de 5 milhões de habitantes, o que é menos que a metade da população da cidade de São Paulo. Fazendo parte do Reino Unido, é comandada por uma monarquia constitucional liderada pelo primeiro ministro David Cameron. O clima temperado é bem semelhante ao da vizinha Inglaterra, com muita chuva, muita nuvem, muito cinza e no inverno muita neve, um frio de rachar agravado pelo fator altitude, principalmente nas terras altas, como as que me fixarei. E eu que morei praticamente a vida toda no calorzão de Fortaleza, já estou arrumando tudo que tenho de roupa de frio para levar, mesmo já tendo sido informado que esse tipo de roupa é bem barato lá. Não posso negar que era isso que eu queria mesmo, está na hora de compensar os suplícios de calor que já passei por aqui. Todos dizem que vou sentir falta, bom, isso só saberei quando estiver lá, vamos ver.


A imagem abaixo é uma foto de satélite da Escócia, notem as 3 cidades com os nomes maiores, Glasgow, Edinburgh e Aberdeen, são as três maiores cidades do país, nessa ordem. O “X” em vermelho é a região onde fica o Camphill que trabalharei, uma zona rural próxima a um pequeno vilarejo chamado Dunkeld, pouco mais de mil habitantes vivem lá, é tão pequeno que quando as pessoas se referem àquela região, preferem falar em Perth, uma cidade um pouco maior, sede de alguns festivais e atrações turísticas famosas entre os europeus.


Bom, é isso, caso queiram mais informações, perguntem nos comentários que ficarei feliz em responder. Abaixo deixarei mais um belo vídeo com várias imagens e uma trilha sonora espetacular. No próximo post falarei mais sobre Corbenic. Quero aproveitar para lembrar que meu blog está participando do “PRÊMIO TOPBLOG 2011”, e quem quiser me dar uma força, é só clicar naquele selo azul na lateral direita da tela e votar. Faltam 36 dias, e como diria William Wallace, "Freeeeeeeeeeeeeeeeeedooooom!". Abraço a todos e até breve!

sábado, 4 de junho de 2011

Nerds, muito a ensinar, muito a aprender.

Os seres humanos se diferenciam a partir de suas vocações, gostos, costumes, relacionamentos, entre outros aspectos que formam a individualidade inerente a cada um. Para deixar claras as diferenças, colocamos nomes em tudo e em todos, se nasci João, sou João, se me formei em medicina, sou médico, se tenho um filho, viro pai, se morro, sou falecido, e ao juntar tudo sou João, médico, pai e falecido.

Com esta necessidade de identificação de tudo, é inevitável a manutenção de estereótipos, ou seja, imagens preconcebidas de determinada pessoa, pratica muito comum entre os ocidentais, sendo uma das mais fortes causas do preconceito e da discriminação. Se estou andando na rua e vejo um rapaz mal vestido, com a barba por fazer, andar vacilante e uma garrafa plástica de água ardente na mão, logo me inclino a enquadrá-lo como “cachaceiro”, introduzindo-o no grupo dos “cachaceiros”, a partir disso assimilo mais uma diversidade de informações, muitas vezes errôneas, sobre sua vida particular, como sua relação familiar, sua carreira profissional e seus afazeres das horas vagas.

Assim a humanidade foi batizando seus grupos durante grande parte de sua história, aqueles são políticos, esses são cavaleiros, aqueles são burgueses, esses são bárbaros, aqueles são religiosos, esses são intelectuais. A partir da metade do século XX começamos a presenciar o nascimento de novos grupos sociais, os hippies, hooligans, skinheads, entre uma infinidade de outros, inclusive mais recentemente surgiu a tribo dos coloridos, vejam só.

Provavelmente você deve ter percebido um espaço vazio no parágrafo anterior, está faltando o grupo mais fascinante desses, mas é claro, os nerds! Os nerds estão enraizados de uma forma tão segura na sociedade moderna que dispensam até apresentações. É difícil não termos um nerd a admirar, nem que ele seja fruto de livros, séries de TV ou filmes. O nerd a cada dia conquista mais seu espaço, seu respeito na sociedade, passando da esfera ridicularizada do fim do segundo milênio ao reconhecimento dos avanços tecnológicos do terceiro. E isso com certeza é uma cacetada naqueles que sempre discriminaram este grupo.

Sempre que vejo um nerd, minha atenção é desviada, gosto de observar seus comportamentos, suas ações, seus gestos, tento entender a figura que está logo ali, em minha frente. Hoje estava eu na academia tentando melhorar meu condicionamento físico, há algum tempo enferrujado, e tinha acabado um exercício, fiquei sentado no aparelho, e quando olhei para o lado, dois indivíduos estavam interagindo, um era o instrutor da academia, outro era um jovem franzino, de pele muito clara, como a de alguém que não pega sol há meses, usava óculos e tinha a coluna levemente inclinada para frente.

Ao ver aquele jovem, logo constatei que era um nerd, não pela sua aparência em si, mas principalmente pela sua atenção e seu semblante frente ao instrutor, ele permanecia quase imóvel, com os braços para trás, focado em cada detalhe de informação transmitido pelo seu tutor momentâneo. Mantinha a calma e em nenhum momento mostrava ansiedade, apesar de estar se preparando para um grande desafio, estimular sua limitada musculatura e levantar o peso da polia, algo que era visivelmente inédito para ele.

Dentre todas as aptidões do nerd, a que me provoca mais admiração é a capacidade de se concentrar e absorver informações, o preparo intelectual de assimilar o conhecimento e aplicá-lo, como se aquilo já viesse de vidas passadas, como se ele já tivesse sido preparado antes de chegar à Terra. Ele não se importa com a superficialidade material da sociedade, a exigência de se vestir bem ou de carregar sorrisos falsos por ai, é algo que não tem sentido, é algo que o faria perder tempo e não o levarei a lugar algum.

Não é um indivíduo traiçoeiro, não que ele não queira se sobrepor a ninguém, mas está sempre indiferente a isso, prefere focar em seus afazeres, em sua individualidade. No mais, é um indivíduo a parte da sociedade, porém é facilmente corrompido por ela. Se o nerd fosse um espírito de outro planeta, seria de um planeta bem desenvolvido, onde a ciência e a tecnologia avançaram notavelmente, porém não conseguiu emergir o cenário necessário a um desenvolvimento afetuoso entre seus habitantes, deixando um grande vazio subjetivo na alma dos indivíduos, vazio esse que seria preenchido numa vivência na Terra.

Os nerds são mestres da intelectualidade, do raciocínio, da assimilação de informações, porém são grandes fracassados em termos de relacionamento, e é esse o grande desafio do nerd para progredir seu espírito, tentar aprender a arte de se relacionar numa sociedade um tanto cruel, algo que provoca medo, angústia, e muitas vezes traumas que os fazem desistir. Aquele nerd que eu vi na academia estava se superando, era perceptível que ele estava ali dando um grande passo na sua vida social, aceitando que possui um corpo e precisa exercitá-lo, desligando o computador ou fechando o livro de física para abordar o instrutor da academia e perguntar o que é uma “rosca inversa” ou um “supino vertical”

Eis que surge o grande ponto de toda história, somos todos diferentes, e as diferenças são necessárias para a integração, para o aprendizado recíproco, para o progresso do espírito. A discriminação é uma grande burrice, todos temos conteúdo e uma história para contar, aquele que discrimina não passa de um ignorante orgulhoso que acredita que sabe muito e no final da vida vai perceber o quanto estagnou sem dar oportunidade aos novos conhecimentos. Parabéns aos nerds que comemoraram o “Dia Internacional do Orgulho Nerd” há alguns dias (25 de maio), obrigado pelas contribuições à sociedade e não deixem que seres atrasados freiem suas ascensões sociais.